Bolsonaristas reagem à derrota com listas de comerciantes e com brigas em escolas
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Denúncias de discriminação, intolerância religiosa e ataques políticos envolvendo estudantes do Colégio La Salle de Botucatu ganharam repercussão após as eleições presidenciais. A direção informou que iniciou procedimentos internos para apurar os relatos e realizou ações de acolhimento aos alunos e familiares envolvidos.
Capturas de tela obtidas pela Rádio Clube FM mostram mensagens com ofensas relacionadas à origem regional, religião, gênero e posicionamento político. Uma delas contém a expressão “tem que matar essa raça”. A autoria das mensagens ainda não foi confirmada.
As críticas dos alunos com teor racista, xenofóbicas, sectárias e preconceituosas tiveram início após uma briga marcada entre alunos desse colégio particular religioso, que tinham posições a favor de Flávio Bolsonaro e Lula.
POLICIA - A Polícia Militar esteve na escola durante a saída dos estudantes na terça-feira. Também há relatos de ameaças envolvendo alunos de outras instituições, mas não foi confirmada relação direta com as denúncias.
A Polícia Civil informou que ainda não havia recebido registro de ocorrência até o momento da consulta.
LA SALLE - Em nota, o colégio repudiou manifestações de violência e discriminação e afirmou que mantém os procedimentos sob sigilo para proteger os envolvidos, especialmente menores de idade.
PREFEITO - O prefeito de Botucatu Fabio Leite divulgou comunicado informando que teve informação para uma briga 'em uma escola da cidade'. O prefeito pediu união como nação, estado e cidade, respeitando preferencias individuais e todos trabalhando juntos para o desenvolvimento do Brasil.
Lista de empresas para boicote político circula em Botucatu
Uma lista de estabelecimentos comerciais cujos proprietários seriam 'apoiadores da esquerda' está circulando em grupos de WhatsApp de Botucatu. O conteúdo, segundo o relato, estaria sendo compartilhado por simpatizantes do bolsonarismo, acompanhado de orientações para que consumidores deixem de frequentar os locais mencionados.
A iniciativa ocorre após o segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (25), e amplia a disputa política para o comércio local. A relação atribui posicionamentos ideológicos aos proprietários.
Os partidos e organizações que apoiaram Lula discutiram ontem a noite uma posição sobre os casos de perseguição e fake news pós eleições e não divulgou nenhuma nota ate o momento.


