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Prefeitura cogita desapropriar prédio do Banco do Brasil, caso fechamento de agências não seja revisto

Uma reunião muito dura. Assim pode-se resumir o encontro entre o Prefeito de Botucatu Mário Pardini e o Superintendente Estadual do Banco do Brasil Marcelo Palhano. A atual administração tenta demover o banco da decisão de fechar as duas agências da Vila dos Lavradores, ato anunciado no final de 2016 e com data prevista para o próximo dia 18.

O encontro ocorreu na tarde desta segunda-feira, dia 06, no gabinete do Prefeito e, além do Superintendente, contou com a presença de mais 5 gerentes da instituição e três secretários da atual administração. Pardini pediu que a decisão seja revista, pelo menos para manter uma das agências, no caso a da Major Matheus.

Segundo informações obtidas pela reportagem, o Banco do Brasil se manteve irredutível e disse que não há como reverter o curso desse processo. Nesse momento Pardini colocou uma situação que jogou um pouco de tensão na conversa, a de estudar a desapropriação do prédio localizado na Praça do Bosque, onde funciona uma das agências do centro, da antiga Caixa Estadual.

Contrariado, Pardini teria alegado que precisa do espaço para economizar com os alugueis da Prefeitura. A vontade do Prefeito aparece diante da pouca flexibilidade do Banco do Brasil em rever o fechamento das agências.

Ainda de acordo com informações obtidas pela reportagem, Marcelo Palhano teria dito que seria impossível a mudança, pois o BB já comunicou até a Bolsa de Valores. O Jurídico do Município deve estudar o caso da desapropriação do prédio onde também já funcionou o Prefeitura em décadas passadas. Há o agravante de ser um prédio da União.

Pardini ainda teria dito na reunião que a decisão do Banco não se importou com a população e que a cidade não foi ouvida. Teria colocado que levar 5 mil clientes da Vila dos Lavradores para o centro iria impactar negativamente nos acessos ao centro, principalmente na Rua Amando, via que já está saturada há anos.

 

Apesar da tensa reunião, as partes devem voltar a conversar. Mas apesar do esforço de Mário Pardini, é difícil que o Banco do Brasil reveja sua posição de fechar as agências localizadas na Brás de Assis e Major Matheus.

Repórter 103 07/02/2017 15:03 - Compartilhe no Facebook